quinta-feira, 30 de junho de 2016
Você já ouviu falar em Policiofobia?
A policiofobia é uma construção cultural que pode ser conceituada como a promoção sistemática do ódio, da aversão, do preconceito, do descrédito e da desmoralização dos profissionais de segurança pública do Brasil.
Ao contrário do que imagina o senso comum a policiofobia não é consequência da violência policial ante a população de periferia, e tampouco é uma resultante do período do regime militar. A população de periferia historicamente nunca teve voz e a maioria dos policiais de hoje sequer viveram ou tiveram alguma ligação direta com o período dos chamados “anos de chumbo”.
Ela é, na verdade, uma construção artificiosa e ideológica de setores da política, da mídia e da academia, e é propagada, em regra, por indivíduos das classes média e alta que, no alto de suas torres de marfim, nunca sofreram abusos ou violência de policiais.
Não se pode negar, entretanto, que em meio ao efetivo das polícias exista uma minoria de psicopatas, corruptos e demais espécies de bandidos de farda, mas ninguém deseja mais que estes sejam excluídos, processados e presos do que a grande maioria de policiais honestos e de bem que tem a sua reputação profissional maculada pelas transgressões e crimes dos maus policiais.
Mas é importante dizer que em nenhum outro grupo profissional o todo é julgado pela parte através de uma maliciosa e sistemática campanha de desmoralização.
Não faz muito tempo em que a mídia brasileira abordava o trabalho policial se não de uma forma positiva, mas, pelo menos, de uma forma neutra que possibilitava ao homem comum fazer um juízo de valor solidário aos homens e mulheres que arriscam a vida nas ruas na nobre missão servir e proteger a sociedade.
De uma hora pra outra fatos isolados começaram a ganhar destaque e serem superdimensionados. A grande maioria das ações policiais - legítimas por natureza - passaram a ser solenemente ignoradas, de uma forma que hoje quase toda a cobertura do trabalho policial na grande mídia é em forma de pauta negativa.
As séries e filmes policiais que exaltavam a humanidade, o heroísmo e a bravura desses profissionais sumiram e hoje é praticamente impossível encontrar uma produção cultural onde o personagem policial tenha razão.
Como os militares voltaram para os quartéis após a redemocratização a polícia passou a ser o bode expiatório preferido de pseudointelectuais da academia e da política que, para promoverem a “luta de classes” através de um revanchismo tardio e descabido, fomentam abertamente à tolerância( e o estímulo moral) ao banditismo e, por conseguinte, a criminalização da atividade policial legítima.
O produto cultural destas ações é a grande inversão de valores que produz hoje no país a enorme sensação de impunidade que fez explodir a criminalidade.
Essa mentalidade que odeia a polícia “opressora” invadiu também o judiciário já nos bancos universitários, e os policiais foram empurrados assim para uma legalidade que, de tão estreita, virou uma espécie de corda bamba onde se o policial age é acusado de abuso e caso se omita é acusado de prevaricação.
Operou-se a assim um verdadeiro desmonte do arcabouço jurídico de proteção à atividade policial. Hoje no Congresso Nacional, por exemplo, partidos políticos que sobrevivem da promoção do caos patrocinam projetos que querem acabar com auto de resistência e com o crime de desacato o que, se concretizado, sepultaria de vez a polícia e entregaria o Brasil de bandeja ao crime.
Em países de cultura sadia o heroísmo e a bravura da polícia é estimulada. Policiais que trocam tiros com bandidos perigosos são aclamados e valorizados, e não são raras as vezes que são promovidos por bravura pelas autoridades constituídas.
No Brasil a mesmas ações resultam sempre numa presunção de culpabilidade de forma que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um policial ter, por exemplo, uma legítima defesa putativa reconhecida pelo judiciário. Ao policial brasileiro é presumido quase sempre o erro, a má fé, o excesso, o abuso e, muitas vezes, o crime.
Abandonados pelo estado e escutando apenas a parte esquizofrênica da sociedade que os condena, os policiais ficaram entregues à própria sorte e, por isso, são jogados à omissão.
O fomento da desmoralização da polícia ante a população menos letrada produziu também um paradoxo: se a polícia é violenta, ela deveria provocar medo e respeito na população e na criminalidade.
Não é o que acontece. Se multiplicam as ocorrências em que pessoas desrespeitam a figura dos policiais e avançam sobre eles, o que tem causado mortes e lesões dos dois lados. Num passado recente era inconcebível uma pessoa sã atacar um policial armado.
Ante esse quadro, a desumanização da figura do policial veio à reboque. É possível observar uma certa psicopatia no ar ao ver que a sociedade não demonstra nenhuma empatia com os operadores de segurança pública que tombam assassinados por marginais.
É como se o discurso hegemônico de proteção ao banditismo e criminalização da polícia produzisse uma Síndrome de Estocolmo coletiva, onde os indivíduos passaram a ter simpatia por seus algozes e odiar seus protetores, assim como ovelhas que odeiam cães pastores e sorriem simpáticas para os lobos que as devorarão.
Não se combate a criminalidade vestindo camisas brancas e pedindo paz.
Nenhum bandido abandonará o crime e se tornará um trabalhador por causa disso. É preciso que a sociedade entenda em sua plenitude o velho adágio romano: si vis pacem, para bellum, que, nos dias de hoje, significaria: se queres paz, apoie a polícia.
PUBLICADO ORIGINALMENTE EM http://associacaoparkwayresidencial.blogspot.com.br/2015/10/policiofobia.html?m=1
Associação Park Way Residencial. BLOG apartidário de defesa do meio ambiente.
domingo, 6 de dezembro de 2015
domingo, 18 de outubro de 2015
Juíza Federal do Amapá extingue punição de advertência a Agente Federal que se recusou a dar bom dia a delegado
16/10/2015
O Agente Federal Marcos Braga respondeu a processo administrativo disciplinar cujo resultado foi a pena de advertência e registro nos assentamentos funcionais por “falta de urbanidade”. A punição aplicada pela corregedoria regional e confirmada pelo então superintendente Araquém Alencar Tavares de Lima. A conclusão da comissão disciplinar da SR/AP contrariou relatório final do PAD.
Conforme a afirmação do corregedor local disposta na sentença, o delegado federal Mauro Ferreira Guimarães mentiu ao afirmar que somente o APF Braga deixara de cumprimentá-lo. Segundo o apurado no procedimento, outros policiais fizeram o mesmo, mas o delegado insistiu que apenas ele deveria responder ao seu cumprimento.
O atrito ocorreu no calor do movimento grevista de 2012 que durou 70 dias e expôs o racha entre os cargos do Departamento de Polícia Federal (DPF) para todo o Brasil. A portaria de instauração do PAD foi publicada em 07 de novembro de 2012. A sentença da Justiça Federal que extinguiu a punição foi publicada em abril deste ano e somente quatro meses depois o DPF publicou em boletim de serviço.
Confira aqui a senteça: http://www.sindipoldf.org.br/noticias/noticias/15393
Fonte: Agência Sindipol/DF
O Agente Federal Marcos Braga respondeu a processo administrativo disciplinar cujo resultado foi a pena de advertência e registro nos assentamentos funcionais por “falta de urbanidade”. A punição aplicada pela corregedoria regional e confirmada pelo então superintendente Araquém Alencar Tavares de Lima. A conclusão da comissão disciplinar da SR/AP contrariou relatório final do PAD.
Conforme a afirmação do corregedor local disposta na sentença, o delegado federal Mauro Ferreira Guimarães mentiu ao afirmar que somente o APF Braga deixara de cumprimentá-lo. Segundo o apurado no procedimento, outros policiais fizeram o mesmo, mas o delegado insistiu que apenas ele deveria responder ao seu cumprimento.
O atrito ocorreu no calor do movimento grevista de 2012 que durou 70 dias e expôs o racha entre os cargos do Departamento de Polícia Federal (DPF) para todo o Brasil. A portaria de instauração do PAD foi publicada em 07 de novembro de 2012. A sentença da Justiça Federal que extinguiu a punição foi publicada em abril deste ano e somente quatro meses depois o DPF publicou em boletim de serviço.
Confira aqui a senteça: http://www.sindipoldf.org.br/noticias/noticias/15393
Fonte: Agência Sindipol/DF
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Escritor Thiago Macedo lança O silêncio das sombras
O escritor Thiago Andrade Macedo lança seu primeiro romance, intitulado O silêncio das sombras, no dia 13 deste mês, às 20h, no Zarinha Centro de Cultura, em Tambaú. A apresentação da obra será feita pelo psicanalista Humberto Vicente de Araújo, da Academia Paraibana de Medicina. A entrada é franca.
Em época de eleições e efervescência política, três investigadores federais são lançados repentinamente em uma zona de fronteira de um país, a fim de elucidar o desaparecimento da filha de um senador da República e do namorado dela. O caso foi reaberto dez anos depois dos acontecimentos.
Este é o núcleo a partir do qual Thiago Macedo desenvolve o que seria o enredo de O silêncio das sombras, cuja aparência de trama policial, ou detetivesca, vai se desfazendo, paulatinamente, na medida em que os dramas psicológicos e os questionamentos existenciais dos personagens ganham força e terreno.
Movendo-se em um cenário frio e nebuloso, Petrus Hammer, um policial tomado por uma crise existencial, Ivan Brod, um tira à moda antiga, e Jan Pollack, quase um novato na polícia, chegam ao local do crime e unem-se a Saul, um agente designado pela força policial local para acompanhar o caso.
No teatro de sombras de Grenze, a estranha capital do Estado Fronteiriço, a investigação parece andar em círculos, pois nada de novo vem à tona. Uma atmosfera de jogo e pistas falsas adensa-se de forma vertiginosa, desencadeando um clima de suspense e mistério quase insuportável.
Revelações bombásticas surgem então, envolvendo um dos personagens, e a trama passa a tomar novo rumo. Entretanto, novas reviravoltas ainda acontecerão, mudando novamente o foco da ação dos investigadores. O mundo ambíguo de Grenze incita o leitor a avançar no texto cada vez mais.
“Ao longo da trama, surgem personagens excêntricos, irônicos, cínicos e intrigantes, que dizem muito de nós mesmos e sondam temas que vão muito além da mera seara das estórias de detetive”, explica Thiago Macedo, referindo-se ao diferencial de seu romance, em relação às histórias policiais tradicionais.
Narrado sob o ponto de vista de diversos personagens, nos moldes das narrativas contemporâneas, O silêncio das sombras, segundo o autor, “é uma obsessiva epifania de signos e significados, um caldo cultural que mistura blues, jazz, literatura, cinema, filosofia, ocultismo e temas macabros”.
Sob a névoa de Grenze, a foto de uma garota desaparecida provocará vingança, discórdia, loucura. “As pistas falsas tornam-se verdadeiras, e as que eram supostamente verdadeiras mostram-se falsas, por que, em meio ao silêncio das sombras, nada é o que parece ser”, comenta o autor, dando ênfase ao suspense.
Thiago Macedo alerta, ainda, que “há um caos provocativo por trás de uma insuspeitada ordem, em cada frase, em cada diálogo, em cada palavra”. Percorrendo camadas de ficção policial e de mistério, o texto, com matizes de romance psicológico, liberta-se da obviedade e parece querer dizer algo mais.
SERVIÇO
Título: O silêncio das sombras
Autor: Thiago Andrade Macedo
Editora: A União (João Pessoa)
Lançamento: Dia 13 de agosto
Hora: 20h
Local: Zarinha Centro de Cultura
Endereço: Av. Nego, 140, Tambaú
Apresentação: Psicanalista Humberto Vicente de Araújo
Entrada: Franca
Informações: 4009-1111/8823-5150
Em época de eleições e efervescência política, três investigadores federais são lançados repentinamente em uma zona de fronteira de um país, a fim de elucidar o desaparecimento da filha de um senador da República e do namorado dela. O caso foi reaberto dez anos depois dos acontecimentos.
Este é o núcleo a partir do qual Thiago Macedo desenvolve o que seria o enredo de O silêncio das sombras, cuja aparência de trama policial, ou detetivesca, vai se desfazendo, paulatinamente, na medida em que os dramas psicológicos e os questionamentos existenciais dos personagens ganham força e terreno.
Movendo-se em um cenário frio e nebuloso, Petrus Hammer, um policial tomado por uma crise existencial, Ivan Brod, um tira à moda antiga, e Jan Pollack, quase um novato na polícia, chegam ao local do crime e unem-se a Saul, um agente designado pela força policial local para acompanhar o caso.
No teatro de sombras de Grenze, a estranha capital do Estado Fronteiriço, a investigação parece andar em círculos, pois nada de novo vem à tona. Uma atmosfera de jogo e pistas falsas adensa-se de forma vertiginosa, desencadeando um clima de suspense e mistério quase insuportável.
Revelações bombásticas surgem então, envolvendo um dos personagens, e a trama passa a tomar novo rumo. Entretanto, novas reviravoltas ainda acontecerão, mudando novamente o foco da ação dos investigadores. O mundo ambíguo de Grenze incita o leitor a avançar no texto cada vez mais.
“Ao longo da trama, surgem personagens excêntricos, irônicos, cínicos e intrigantes, que dizem muito de nós mesmos e sondam temas que vão muito além da mera seara das estórias de detetive”, explica Thiago Macedo, referindo-se ao diferencial de seu romance, em relação às histórias policiais tradicionais.
Narrado sob o ponto de vista de diversos personagens, nos moldes das narrativas contemporâneas, O silêncio das sombras, segundo o autor, “é uma obsessiva epifania de signos e significados, um caldo cultural que mistura blues, jazz, literatura, cinema, filosofia, ocultismo e temas macabros”.
Sob a névoa de Grenze, a foto de uma garota desaparecida provocará vingança, discórdia, loucura. “As pistas falsas tornam-se verdadeiras, e as que eram supostamente verdadeiras mostram-se falsas, por que, em meio ao silêncio das sombras, nada é o que parece ser”, comenta o autor, dando ênfase ao suspense.
Thiago Macedo alerta, ainda, que “há um caos provocativo por trás de uma insuspeitada ordem, em cada frase, em cada diálogo, em cada palavra”. Percorrendo camadas de ficção policial e de mistério, o texto, com matizes de romance psicológico, liberta-se da obviedade e parece querer dizer algo mais.
SERVIÇO
Título: O silêncio das sombras
Autor: Thiago Andrade Macedo
Editora: A União (João Pessoa)
Lançamento: Dia 13 de agosto
Hora: 20h
Local: Zarinha Centro de Cultura
Endereço: Av. Nego, 140, Tambaú
Apresentação: Psicanalista Humberto Vicente de Araújo
Entrada: Franca
Informações: 4009-1111/8823-5150
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Ministério da Justiça tem 180 dias para definir critérios sobre atividade policial, determina TCU
O Tribunal de Contas da União deu prazo de 180 dias para que o Ministério da Justiça edite normativo que defina as atividades e atribuições que devam ser enquadradas como estritamente policial.
O TCU já se posicionou acerca da legalidade da aposentadoria especial de servidor policial desde que conte, pelo menos, com vinte anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial.
Contudo, há uma controvérsia em virtude da ausência de definição clara de quais atribuições poderiam se enquadrar no conceito de “estritamente policial” e quais se enquadrariam em atividade administrativa.
Para o ministro Vital do Rêgo, “a regulamentação deve partir do próprio órgão ao qual está atrelada a carreira de policial”.
O caso concreto foi iniciado a partir de denúncia sobre possíveis irregularidades praticadas na área administrativa do Departamento de Polícia Rodoviária Federal.
Após o prazo de 180 dias, o Ministério da Justiça deverá dar ciência ao TCU das medidas adotadas que servirão como base, por exemplo, para a avaliação da legalidade da concessão de aposentadoria.
FONTE: http://www.vitaldorego.com.br
O TCU já se posicionou acerca da legalidade da aposentadoria especial de servidor policial desde que conte, pelo menos, com vinte anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial.
Contudo, há uma controvérsia em virtude da ausência de definição clara de quais atribuições poderiam se enquadrar no conceito de “estritamente policial” e quais se enquadrariam em atividade administrativa.
Para o ministro Vital do Rêgo, “a regulamentação deve partir do próprio órgão ao qual está atrelada a carreira de policial”.
O caso concreto foi iniciado a partir de denúncia sobre possíveis irregularidades praticadas na área administrativa do Departamento de Polícia Rodoviária Federal.
Após o prazo de 180 dias, o Ministério da Justiça deverá dar ciência ao TCU das medidas adotadas que servirão como base, por exemplo, para a avaliação da legalidade da concessão de aposentadoria.
FONTE: http://www.vitaldorego.com.br
domingo, 31 de maio de 2015
Xerife brasileiro nos EUA conta como funciona a polícia norte-americana
O Xerife brasileiro nos Estados Unidos tornou-se popular entre os americanos por prender celebridades de Hollywood dirigindo embriagadas.
Eliel Teixeira, 31 anos, único brasileiro a ocupar um posto de autoridade policial nos Estados Unidos, veio a Florianópolis ministrar palestra a convite da Cobrapol (Confederação Brasileira de Policiais Civis). O xerife comparou o bem-sucedido modelo de polícia norte-americana ao "atraso" da polícia brasileira em relação ao padrão de países desenvolvidos. Nascido em Brasília, Teixeira seguiu para os Estados Unidos com a família quando tinha 15 anos. O pai, pastor luterano, foi fazer um curso de pós-graduação. “Completei o segundo grau, fiz faculdade de administração pública e não retornei com minha família para o Brasil quando meu pai terminou os estudos”, contou.
Teixeira disse que tomou gosto pela polícia americana quando participou do ride along – projeto no qual qualquer cidadão pode acompanhar o trabalho da polícia, na viatura, em rondas de rotina. “Logo nas primeiras horas de acompanhamento me apaixonei pelo trabalho policial. Fiz concurso e fui aprovado”, afirmou.
Para subir na hierarquia policial, Teixeira se candidatou ao cargo de xerife e foi eleito no Condado de Los Angeles, Califórnia, que incorpora 88 cidades - mais de 10 milhões de habitantes.
Acima do cargo ocupado por Teixeira está o chefão, o xerife, que comparado ao sistema brasileiro seria uma espécie de secretário de Segurança Pública. Atualmente, o brasiliense coordena uma equipe de mais de 250 policiais. O xerife se tornou popular entre os norte-americanos por prender algumas celebridades de Hollywood, embriagadas ao volante, como Mel Gibson, Lindsay Lohan, Paris Hilton e o médico de Michael Jackson, Conrad Murray.
Ciclo completo, o segredo da polícia americana
Para Eliel Teixeira, o segredo do sucesso da polícia norte-americana é simples: ciclo completo. “O mesmo policial que patrulha as ruas é o mesmo que investiga, que prende e que encaminha o relatório para o Ministério Público. No Brasil é diferente: são duas polícias para fazer o mesmo trabalho, a Militar e a Civil. A PM prende e encaminha o suspeito para o distrito policial e o delegado --cargo que NÃO EXISTE NO RESTO DO MUNDO, ouve as partes, instaura inquérito policial, com deadline (prazo) de 30 dias para concluir a investigação e encaminhar a conclusão do inquérito ao MP”, disse.
Outra questão que difere da polícia brasileira é o atendimento de ocorrência. Em Los Angeles, por exemplo, a vítima não vai ao distrito policial registrar boletim de ocorrência. É a polícia quem vai à casa do solicitante. “As viaturas são para isso”, explicou. Desta maneira, conforme Teixeira, um único policial pode patrulhar uma grande extensão.
Sobre as blitze de trânsito, Teixeira informou que a polícia americana avisa com antecedência de uma semana em que ponto da cidade ocorrerá a fiscalização. Quem for pego pela primeira vez, apenas responde a um termo circunstanciado. Mas se for reincidente, o motorista é processado, condenado e vai para a cadeia.
Nas rondas ou perseguição a suspeito ele contou que seus policiais não usam armas longas (fuzil), apenas pistolas. As armas longas são utilizadas em situação de risco, quando um criminoso entra em colégios ou em outro local de aglomeração e faz alguém refém. Numa cidade onde é aplicada a pena de morte e prisão perpétua, não existe sequestro, segundo Teixeira. “Criminoso vai pensar mais de uma vez”, afirmou.
Novato ganha salário de US$ 8 mil
Como em todos os países onde o combate às drogas é sistemático, o xerife-delegado Eliel Teixeira lembrou que na década de 1990, o crack era o boom dos viciados, mas o problema foi estagnado com o aumento das penas. Atualmente, a droga mais consumida e combatida em Los Angeles é a metanfetamina, fabricada a partir de remédio para a gripe.
Além da questão das drogas, outro crime que vem chamando a atenção da polícia de Los Angeles é o tráfico de pessoas para prostituição e exploração de mão de obra, neste último caso de adolescentes. Teixeira contou que o salário de um policial novato, com apenas um mês de trabalho, é de US$ 8 mil por mês, cerca de R$ 26 mil.
Fonte: ndnline.com.br
Eliel Teixeira, 31 anos, único brasileiro a ocupar um posto de autoridade policial nos Estados Unidos, veio a Florianópolis ministrar palestra a convite da Cobrapol (Confederação Brasileira de Policiais Civis). O xerife comparou o bem-sucedido modelo de polícia norte-americana ao "atraso" da polícia brasileira em relação ao padrão de países desenvolvidos. Nascido em Brasília, Teixeira seguiu para os Estados Unidos com a família quando tinha 15 anos. O pai, pastor luterano, foi fazer um curso de pós-graduação. “Completei o segundo grau, fiz faculdade de administração pública e não retornei com minha família para o Brasil quando meu pai terminou os estudos”, contou.
Teixeira disse que tomou gosto pela polícia americana quando participou do ride along – projeto no qual qualquer cidadão pode acompanhar o trabalho da polícia, na viatura, em rondas de rotina. “Logo nas primeiras horas de acompanhamento me apaixonei pelo trabalho policial. Fiz concurso e fui aprovado”, afirmou.
Para subir na hierarquia policial, Teixeira se candidatou ao cargo de xerife e foi eleito no Condado de Los Angeles, Califórnia, que incorpora 88 cidades - mais de 10 milhões de habitantes.
Acima do cargo ocupado por Teixeira está o chefão, o xerife, que comparado ao sistema brasileiro seria uma espécie de secretário de Segurança Pública. Atualmente, o brasiliense coordena uma equipe de mais de 250 policiais. O xerife se tornou popular entre os norte-americanos por prender algumas celebridades de Hollywood, embriagadas ao volante, como Mel Gibson, Lindsay Lohan, Paris Hilton e o médico de Michael Jackson, Conrad Murray.
Ciclo completo, o segredo da polícia americana
Para Eliel Teixeira, o segredo do sucesso da polícia norte-americana é simples: ciclo completo. “O mesmo policial que patrulha as ruas é o mesmo que investiga, que prende e que encaminha o relatório para o Ministério Público. No Brasil é diferente: são duas polícias para fazer o mesmo trabalho, a Militar e a Civil. A PM prende e encaminha o suspeito para o distrito policial e o delegado --cargo que NÃO EXISTE NO RESTO DO MUNDO, ouve as partes, instaura inquérito policial, com deadline (prazo) de 30 dias para concluir a investigação e encaminhar a conclusão do inquérito ao MP”, disse.
Outra questão que difere da polícia brasileira é o atendimento de ocorrência. Em Los Angeles, por exemplo, a vítima não vai ao distrito policial registrar boletim de ocorrência. É a polícia quem vai à casa do solicitante. “As viaturas são para isso”, explicou. Desta maneira, conforme Teixeira, um único policial pode patrulhar uma grande extensão.
Sobre as blitze de trânsito, Teixeira informou que a polícia americana avisa com antecedência de uma semana em que ponto da cidade ocorrerá a fiscalização. Quem for pego pela primeira vez, apenas responde a um termo circunstanciado. Mas se for reincidente, o motorista é processado, condenado e vai para a cadeia.
Nas rondas ou perseguição a suspeito ele contou que seus policiais não usam armas longas (fuzil), apenas pistolas. As armas longas são utilizadas em situação de risco, quando um criminoso entra em colégios ou em outro local de aglomeração e faz alguém refém. Numa cidade onde é aplicada a pena de morte e prisão perpétua, não existe sequestro, segundo Teixeira. “Criminoso vai pensar mais de uma vez”, afirmou.
Novato ganha salário de US$ 8 mil
Como em todos os países onde o combate às drogas é sistemático, o xerife-delegado Eliel Teixeira lembrou que na década de 1990, o crack era o boom dos viciados, mas o problema foi estagnado com o aumento das penas. Atualmente, a droga mais consumida e combatida em Los Angeles é a metanfetamina, fabricada a partir de remédio para a gripe.
Além da questão das drogas, outro crime que vem chamando a atenção da polícia de Los Angeles é o tráfico de pessoas para prostituição e exploração de mão de obra, neste último caso de adolescentes. Teixeira contou que o salário de um policial novato, com apenas um mês de trabalho, é de US$ 8 mil por mês, cerca de R$ 26 mil.
Fonte: ndnline.com.br
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Somente deputado de rabo preso apóia a aberração que é a #PEC412 dos "delegados de estimação"
http://t.co/jbKsHsw2kx pic.twitter.com/sK4cLW2QKw
— O Federal (@DecioNeves) 16 abril 2015
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