segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Promotor Marinho Mendes chama de homicida guarnição que atirou em PM

O Promotor de Justiça Marinho Mendes, classifica como 'farsa' episódio que culminou com um Soldado violentamente espancado e ferido em João Pessoa.

Confira o texto na íntegra

UMA GUARNIÇÃO HOMICIDA? SEU AFASTAMENTO É UM IMPERATIVO LEGAL

Hoje com mais alguns companheiros, dentre eles varais liderança policiais militares, advogados e Conselheiros Estaduais dos Direitos Humanos na Paraíba, estivemos no 5º Batalhão de Polícia Militar e Centro de Ensino, fomos em demanda do Soldado Davi, brutalmente espancado e quase assassinado na noite do dia pelo Capitão Leão e sua guarnição, composta pelo Cabo Viana e Sargento Gilvanício.

Essa guarnição é uma guarnição profundamente sem a qualificação necessária para se encontrar nas ruas fornecendo segurança para os cidadãos pagadores de impostos e a grande verdade, segundo relato da vítima e da testemunha de vista que o acompanhava, quase assassinaram o colega de farda, isto mesmo, tanto o policial vítima, quanto uma jovem que o acompanhava foram taxativos, o Capitão Leão atirou para matar e sem nenhuma necessidade. Segundo apuramos, o fato ocorreu da seguinte maneira: O policial após o término do desfile do bloco carnavalesco CAFUÇU, apanhou a sua motocicleta que ficara estacionada em frente à base de apoio da Polícia Militar em Tambáu e como estava sem capacete, para se livrar de multas, cobriu a placa do seu automotor com um cartão de crédito e no itinerário passou por uma guarnição que abordava pessoas, mas que permitiu à vítima, Soldado DAVI, para que tivesse cuidado e fosse direto para sua casa.

Pois bem, na altura do Supermercado EXTRA, na Avenida Epitácio Pessoa, percebeu que uma viatura que possivelmente escoltava um ônibus reduziu a velocidade e emparelho com o ofendido, Soldado Davi, e com armas apontadas para este determinaram que o mesmo parasse e colocasse as mãos na cabeça, oportunidade em que a vítima de tentativa de homicídio verbalizou que era policial militar, recebendo em troca da informação gritos e ofensas de toda a espécie, desferida pelo Capitão Leão, que o chamava de bandido, de safado e de outros adjetivos desqualificadores.

Ao mesmo tempo, o Sargento Gilvanício foi por trás e desarmou o miliciano vítima, enquanto o Capitão descontrolado gritava e colocando as mãos nos peitos do PM o empurrou, ecoando que sumisse das suas vistas, no entanto, o Cabo Viana, no momento do empurrão deu uma gravata no colega de farda colocando-o ao solo, e em seu descontrole, o Capitão mirou o policial e atirou contra o mesmo e por milagre, o balaço foi alojar em uma de suas pernas, sempre registrando que o tiro correu com o policial no chão e já desarmado.

Este relato foi narrado com muita segurança e coerência, além de ter sido integralmente endossado pela garota que acompanhava o Soldado Davi e ficamos a pensar: como outras pessoas que tiveram o desgosto de ser abordado por essa guarnição como foram tratados?

A guarnição, pelos relatos que ouvimos, sem sombra de dúvidas é uma guarnição do barulho, conforme o Tribunal de Justiça da Paraíba o Capitão Leão ostenta em sua folha corrida cinco processos, inclusive por homicídio, além de já ter sido apontado como membro de um grupo de extermínio, e o mais incompreensível, ele era chefe de gabinete do famoso Sargento Arnóbio, aquele que foi preso na operação SQUADRE como chefe de grupo de extermínio e aliado do tráfico de quem recebia gordas propinas, de forma que um oficial dessa qualidade, não poderia e nem deveria ostentar sequer a farda da nossa centenária Polícia Militar, quanto mais se encontrar patrulhando as ruas da cidade, sendo a sua guarnição uma guarnição assassina, pois o objetivo mesmo era matar o Soldado Davi. O que esperamos é a imediata soltura do Soldado Davi, o afastamento dos componentes da guarnição e instauração de ação penal contra os mesmos, para que se apure o que verdadeiramente ocorreu, pois esse capitão, pelos testemunhos já declinados, é quem é o verdadeiro culpado no caso que ora tratamos. E só para refletir, se fosse um Soldado que tivesse atirado contra um capitão, nas mesmas circunstâncias, quem ficaria preso.

A guarnição, como já dito acima, por intermédio das informações seguras e coerentes que escutamos da testemunha e da própria vítima além de homicida é agudamente perigosa, pois, no relato do Soldado Davi, ele menciona que havia colado um cartão de crédito na placa de sua moto, mas já avistou dito veículo com fita adesiva preta na placa, numa demonstração incontroversa de que tal procedimento é próprio de foras da lei e não de um capitão de polícia, mas entendemos, vale tudo para criminalizar o ofendido. Mas como dizia Cícero: AINDA EXISTEM JUÍZES NA PARAÍBA!